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Márcio Lino/Prefeitura de Guarulhos
Com muita festa e emoção, senhor de 63 anos foi o último paciente do Hospital de Campanha.

Um misto de felicidade , dever cumprido e muita emoção tomou conta da equipe médica do hospital de campanha do Centro de Combate ao Coronavírus de Guarulhos na tarde desta quarta-feira (2), quando teve alta do complexo o último paciente internado. E.S.G., de 63 anos, que deu entrada no local em estado grave há sete dias e foi direto para a UTI , deixou a unidade totalmente curado e com uma grande festa preparada pelos profissionais para celebrar mais uma vida salva dentre as mais de 600 que conseguiram se recuperar.

A comemoração realizada no local marca também o encerramento das atividades do hospital de campanha, que permanecerá efetuando a triagem de pacientes com suspeita de Covid-19 até sexta-feira (4). Após esta data, ele será desativado depois de cinco meses e oito dias de funcionamento e com uma taxa de sobrevida superior a 90%.

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Márcio Lino/Prefeitura de Guarulhos
Equipe de saúde em agradecimento pela alta do último paciente.

É o que explica o médico Fabiano Luz, especialista em terapia intensiva, clínica médica e radioterapia, que atuou como responsável técnico da UTI do Centro de Combate ao Coronavírus desde sua implantação. “De cada dez pacientes que ingressaram na UTI deste complexo, oito saíram vivos, enquanto que nos Estados Unidos aconteceu justamente o contrário no início da pandemia”.

O médico explicou ainda que a taxa média de cura dos demais hospitais de campanha é de 50% a 60% e que, estatisticamente, pelos parâmetros da OMS e demais instituições científicas, 80% dos infectados pela Covid-19 são assintomáticos. Dos 20% restantes (sintomáticos), entre 2% a 4% são pacientes que evoluem com gravidade e apresentam risco de morte. Por isso, segundo ele, o impacto do hospital de campanha em Guarulhos é algo em torno de 800 a 1.600 vidas salvas, considerando que foram realizados mais de 40 mil atendimentos no local, incluindo as pessoas que passaram pela triagem e as que ficaram internadas.

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“Hoje a sensação é de dever cumprido. O que vai ficar é a doce lembrança de um trabalho muito arriscado e também triste, por termos perdido pacientes que eram jovens. Saímos vivos, mas parte das nossas vidas ficará aqui, no sentido de termos ajudado muita gente e com muito carinho”, definiu o médico Fabiano Luz durante a alta de seu último paciente.

De acordo com o especialista, o sucesso do tratamento no hospital de campanha de Guarulhos se deve à coesão da equipe médica com a instituição de um protocolo de atendimento, que passou a ser adotado por todos os profissionais, desde a entrada do paciente até as intervenções nas enfermarias e UTIs. Baseado no tripé terapia imunossupressora com corticoide, anticoagulação e a junção de antibióticos e antivirais, o tratamento no Centro de Combate ao Coronavírus também contou com fisioterapia de qualidade e suporte com todas as drogas e sedativos necessários.

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Márcio Lino/Prefeitura de Guarulhos
Alegria, emoção e alívio no Hospital de Campanha.

Da mesma forma que Fabiano Luz, a médica Liliana Deucher Dutra, responsável por todo o complexo do Centro de Combate ao Coronavírus, disse que ficará com a certeza de um trabalho bem feito e dedicado. Emocionada com os agradecimentos da equipe e dos pacientes e questionada se considerava sua missão cumprida, a doutora Liliana respondeu: “Sem dúvida, tarefa cumprida e muita gratidão a Deus por ter-nos guiado nesta missão”.

Durante os cinco meses de funcionamento, o hospital de campanha de Guarulhos contabilizou mais de 800 internações de pacientes graves, pouco mais de 120 transferências, 89.500 exames (bioquímicos, ultrassom, tomografia computadorizada e raio X) e 86 óbitos.

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