Prefeito Guti durante live
Reprodução/Facebook
Comércio e serviço terão novos horários para evitar aglomerações, esclareceu Guti

O prefeito Gustavo Henric Costa anunciou na noite de segunda (1º) as linhas gerais do decreto que irá nortear a reabertura no comércio não essencial na cidade a partir do dia 15 de junho. Guti explicou, durante transmissão ao vivo, que o decreto com as diretrizes da retomada da economia deverá ser publicado na terça (2) e ordenará, por exemplo, os horários de funcionamento de comércio e serviços não essenciais que estavam paralisados para evitar a disseminação do novo coronavírus.

Além das medidas já usuais de obrigar funcionários e clientes a usarem máscara, fornecer álcool em gel e limitar o número de pessoas no interior dos estabelecimentos, como em supermercados e farmácias, por exemplo, os setores não essenciais terão novos horários de funcionamento. A medida é para evitar aglomeração de pessoas em períodos de pico em pontos de ônibus, dentro dos coletivos e no trânsito da cidade.

Assim, o comércio vai funcionar entre 10h e 16h explicou o prefeito. Já as empresas de serviço atenderão seus clientes das 9h às 15. “Depois que acabar o ‘corona’ volta tudo ao normal”, disse Guti.  Ele lembrou ainda que outra medida prevista no decreto é a de que idosos, com 60 anos ou mais, não poderão entrar no comércio nesta primeira fase. A precaução tem o objetivo de salvaguardar o grupo de pessoas mais vulnerável à doença.

Adiamento

No domingo (31), em outra live , o prefeito já havia segurado as expectativas e adiado a abertura do comércio não essencial para depois do dia 15. “Para que a retomada dê certo a gente precisa ter uma folga nos leitos ocupados de UTI”, ponderou. A taxa a que o prefeito se refere voltou a subir nesta segunda, passando de 84,9% no sábado (30) para 100% agora e cinco novos leitos foram adicionados à UTI do hospital de campanha do Centro de Combate ao Coronavírus (3C-GRU) para tratar pacientes com sintomas graves da Covid-19. A única nota positiva é com relação às vagas de enfermaria cuja ocupação era de  85,4%  e agora de 75,2%.

Nesta segunda-feira a cidade chegou a 3.056 casos confirmados de Covid-19, além de 293 mortes ocasionadas pela doença, com 107 notificações em investigação. Esses números ajudam a explicar o principal motivo do adiamento da reativação do comércio não essencial anunciado pelo prefeito.

Mais Leitos

A decisão de empurrar o início da flexibilização foi tomada de forma consensual com os prefeitos das cidades da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP). Eles se basearam no que também está fazendo a capital, governada pelo prefeito Bruno Covas (PSDB), que poderia iniciar a abertura do comércio já nesta segunda (1º), mas preferiu adiar o retorno até conseguir um pouco mais de equilíbrio na equação entre avanço da Covid-19 e disponibilidade de leitos de média e alta complexidade nos hospitais da rede pública de lá.

Segundo a Secretária de Saúde, nesta semana a prefeitura de Guarulhos começará a utilizar leitos de UTI locados da rede privada para garantir a assistência adequada aos pacientes conforme a necessidade. No domingo Guti fez um cálculo rápido sobre o número de leitos que deverá ter nos próximos dias, contando com 20 UTIs oferecidas pelo governo federal e concluiu que o hospital de campanha, que tem 10 vagas, poderá chegar a 34 ainda nesta semana – há quatro acomodações adaptáveis na Sala Vermelha do Centro de Combate ao Coronavírus (3C-GRU), ou seja, leitos que podem ser transformados em UTIs. Guti espera ainda um aceno do governador João Doria (PSDB) para equipar unidades hospitalares que estão prontas e podem ajudar a melhorar os índices de vagas em Guarulhos.

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