Ponte estaiada
Divulgação/Prefeitura de Guarulhos
Cidade procura equacionar os índices de ocupação de leitos antes da retomada do comércio

O prefeito Gustavo Henric Costa anunciou na noite de terça-feira (2) parte do decreto que deverá ser publicado nesta quarta-feira (3) com os setores que poderão ser reabertos. Os primeiros estabelecimentos a receberem o público serão da área de prestação de serviços, em 15 de junho: escritórios em geral, locadoras de veículos, lavanderias, despachantes, auto-escolas e igrejas.

Os shoppings, serão autorizados no dia 22. O tempo entre a abertura de um tipo de comércio e outro servirá para avaliações sobre comportamento de lojistas e público, para monitoramento dos números da Covid-19 na cidade e também para checar o comprometimento de leitos de UTI no período da abertura.

Caso não haja sobressaltos, a reativação de outros negócios será autorizada gradativamente. Um dia antes do anúncio do teor do decreto, o prefeito fez uma transmissão ao vivo para dar uma ideia do caminho a ser seguido na retomada da economia de Guarulhos. Na live, Guti explicou como seriam os horários dos setores autorizados a funcionar e adiantou que haveria uma diferença no início de expediente entre os setores de comércio (que abrirá das 10às 16h), serviços (9h às 15h) e indústria, que não sofreu interrupção nas atividades e já estava trabalhando em dois ou três turnos normalmente. A medida, explicou, é para evitar picos e aglomerações no transporte público, paradas de ônibus e nos estabelecimentos autorizados a abrir.

O prefeito voltou a alertar que para autorizar a abertura dos setores não essenciais é preciso baixar o índice de ocupação de leitos de UTI nos hospitais da cidade. Na terça-feira esse índice estava em 93,5%, mas sob promessa de melhora com a liberação de recursos do governo federal, o suficiente para a aquisição de 20 leitos, e também o envio de outros 20 leitos para equipar hospitais do governo do estado (Hospital Geral de Guarulhos e Padre Bento), além da locação de 28 leitos da rede de saúde privada.

Veja abaixo a relação de estabelecimentos autorizados a abrir.

A partir de 15 de junho, das 9h às 15h:

Lavanderias / Cartórios / Locadoras de veículos / Escritórios em geral / Auto-escolas / Despachantes. Templos religiosos poderão abrir em seus horários habituais, mas terão de reduzir a capacidade a 25%  e seguir protocolos de higiene, obrigar o uso de máscara e disponibilizar álcool em gel.

A abertura do comércio foi fracionada da seguinte forma:

A partir do dia 15 de junho, entre 10h e 16h: Comércio de embalagens, das 10h às 22h (ou 24 horas se o estabelecimento for dentro do aeroporto). Além desse segmento: Floriculturas / Papelarias / Perfumarias /  Concessionárias / Manicures / Cabeleireiros, desde que com agendamento e sem aglomerações ou espera.

A partir de 22 de junho, das 10h às 16: Lojas de utensílios/ Cama mesa e banho/ Comércio de móveis e colchões / Artigos de armarinho / Lojas de artigos esportivos / Relojoarias e joalherias / Comércio eletrônicos / Calçados (sem a utilização de provadores) / Comércio ambulante / Sorveterias e bombonieres / Trailers e veículos motorizados em locais autorizados e estabelecidos, apenas nos sistemas drive-thru e delivery.

Já os shoppings centers terão regime de funcionamento próprio e horário autorizado das 14h às 20h. O estacionamento estará limitado a 25% da capacidade e a praça de alimentação só poderá trabalhar pelo sistema de entrega (delivery). A entrada de clientes no empreendimento e nas lojas estará limitada a 25% da capacidade dos respectivos espaços e cada cliente deverá ter um atendente, ou seja, não haverá espera.

Estabelecimentos do setor de lazer e diversão não terão autorização de funcionamento por enquanto. Os estabelecimentos que comportem mais público e com áreas igual ou acima de 100 metros quadrados deverão aferir temperatura dos clientes.

A partir de 6 de julho,  das 10h às 16h poderão reabrir: Bares / Restaurantes / Lanchonetes. As chamadas casas do Norte poderão funcionar com capacidade reduzida

A partir de 20 de junho voltam as academias, que deverão obedecer protocolos específicos de higiene, cinemas e teatros, com capacidade reduzida. Estabelecimentos de eventos também poderão retomar os negócios desde que reduzindo a capacidade de público.

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