Artistas independentes de Guarulhos, cultura
Divulgação/Prefeitura de Guarulhos/Camila Rhodes
A plataforma GRUCultura contabiliza 631 agentes culturais e 198 espaços culturais, apresentando um panorama mais próximo da realidade


A Prefeitura de Guarulhos , por meio da Secretaria de Cultura , divulgou a quarta edição do relatório sobre o mapeamento cultural de trabalhadores da cultura e espaços culturais da cidade. Os arquivos, disponíveis para acesso no endereço www.guarulhos.sp.gov. br/mapeamentocultural , apresentam dados coletados no período de 27 de maio a 15 de julho e serão atualizados quinzenalmente com novas informações a partir da continuidade do mapeamento.

Além de oferecer um diagnóstico do impacto provocado pelas restrições impostas pela pandemia do novo coronavírus , o mapeamento também permite o planejamento de medidas que possibilitem um retorno rápido e organizado das atividades culturais no período pós-pandemia .

Desde o relatório anterior, a Secretaria de Cultura passou a acrescentar dados coletados na Plataforma GruCultura . Lançada em maio de 2017, a GruCultura é uma plataforma de mapeamento, integração e publicidade de projetos, pessoas, espaços e eventos dos ambientes culturais guarulhenses. Atualmente contabiliza 631 agentes culturais e 198 espaços culturais, apresentando um panorama mais abrangente da realidade do setor cultural guarulhense , consistindo-se, dessa forma, em uma fonte comparativa relevante para o entendimento da representatividade proporcional do mapeamento cultural ora realizado.

Para mais informações sobre a plataforma Grucultura acesse  http://grucultura. guarulhos.sp.gov.br.

A Secretaria de Cultura esclarece que os dados podem ser atualizados sempre que o trabalhador ou gestor de espaço julgar pertinente. Neste relatório atualizado a Pasta realizou o filtro para evitar repetições de registros e, mesmo desconsiderando as entradas repetidas, o aumento de registros foi significativo, passando de 316 para 411 trabalhadores e de 34 para 58 espaços culturais em 15 dias.

Os dados

A segunda edição do relatório contabilizou 411 registros de pessoas ligadas a 26 diferentes setores culturais. Música e cultura popular figuram como os dois setores mais representativos, com 22% e 17%, respectivamente. A partir da primeira edição do relatório, diferentes setores figuraram entre os mais representativos nos três relatórios, respectivamente artesanato , música e cultura popular (empatado com música). Contudo, o setor de música segue pela terceira vez como o mais representativo.

A distribuição etária é semelhante à do relatório anterior, mas novamente apresenta uma adesão significativa de trabalhadores com idade entre 21 a 30 anos que, desta vez, empatam com a quantidade de trabalhadores entre 31 e 40 anos de idade. É representativa, também, a quantidade de trabalhadores que possuem até cinco anos de experiência, com cerca de 30% dos registros, enquanto aproximadamente 26% possuem mais de vinte anos de atuação.

A proporção de trabalhadores sem emprego formal ativo alcança 77% e apenas 38% recebem o auxílio emergencial de R$ 600 do governo federal , demonstrando certa consolidação dos números, que se assemelham aos do relatório anterior. A região central de Guarulhos continua sendo a que mais possui trabalhadores culturais, porém o Taboão passou a figurar na segunda posição em representatividade.

O relatório de espaços culturais registrou 58 locais, dos quais 27 são imóveis locados. Desse total, 19% estão localizados na região do Taboão. Vinte e dois espaços são geridos por micro ou pequenas empresas.

O espaço com maior número de funcionários possui 60 trabalhadores, seguido por um espaço com 30 funcionários e dois com 25. Vinte e dois por cento dos espaços mobilizam indiretamente, em suas atividades mensais, até dez colaboradores.

Quarenta e sete por cento dos espaços funcionam na faixa de três a dez anos e 17% estão em atividade há mais de 20 anos. As atividades mais realizadas nos espaços mapeados são formação, com 18%, e empresas de diversões e produção de espetáculos, com 10%.

Em 91% dos espaços o impacto da Covid-19 provocou demissões, redução de jornada de trabalho de salário e realização de teletrabalho.

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