Assalto a ouro no Aeroporto de Guarulhos
Reprodução/TV Bandeirantes
Em Cumbica, os criminosos se passaram por policias federais para roubar ouro e pedras preciosas no valor estimado de R$ 117,5 milhões


A Polícia Civil está a procura de Carlos Wellington Marques de Jesus, apontado como principal suspeito de liderar o assalto que levou terror e produziu cenas de tiroteio dignas de filme de Hollywood, à cidade de Botucatu no último dia 29. De acordo com as investigações, antes disso o foragido teria participado de outro assaltocinematográfico ’, desta vez ao terminal de cargas do Aeroporto de Guarulhos , em 2019. Na ação no Teca, em 25 de julho do ano passado,  os criminosos se passaram por policias federais para roubar 770 quilos de ouro, 15 quilos de esmeraldas e mais 18 relógios de grife, num total estimado de R$ 117,5 milhões. Seis acusados pelo crime estão presos.

Uma das pistas que ligam Carlos Wellington ao crime em Guarulhos está no suposto envolvimento dele com Marcelo José de Lima, conhecido  como “Febronho”, um dos detidos acusados de participação no assalto milionário ao aeroporto . As ações criminosas do grupo de Wellington em geral são audaciosas e miram altos valores. O bando desconhece divisas estaduais e até as fronteiras entre países.

De acordo com investigações do Ministério Público do Piauí , reportada pelo Jornal da Record, na quinta-feira (13), Wellington teria contado com apoio de Febronho para consumar o maior roubo já registrado naquele estado (R$ 15 milhões), em dezembro 2016. O comparsa de Wellington também é apontado como um dos participantes no assalto a carro forte no Paraguai em 2017, segundo investigações da Polícia Federal. Em maio deste ano, o bando liderado por eles protagonizou outro assalto, agora, na cidade de Ourinhos. No interior de São Paulo, o grupo formado por cerca de 40 homens fortemente armados destruiu uma base da PM , levou terror à população, e saqueou  R$ 50 milhões de uma agência bancária.

Pelo roubo no Piauí, Carlos Wellington foi  preso, mas conseguiu fugir da penitenciária de Teresina antes mesmo de proferida a sentença que o condenou a 34 anos de prisão, em 2018. Tanto a condenação quanto a fuga não constam nos bancos de dados do Conselho Nacional de Justiça , o que pode dificultar a prisão caso o criminoso seja encontrado.

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